quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Vil

Leito, este que me deito, dá-me de conforto a miserável sensação da morte. Meus olhos fechados ditam minha reza ao Deus de Todas as Coisas: O que sou? Para quê sou?; tão vilipendiado, abaixo a cabeça, pois, botar-me abaixo do inferior é legítima defesa da vida. - Eis o discurso do fraco.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Nota ao leitor

Escrever é algo complicado. Quando há tal desejo ou inspiração, você tenta trabalhar naquilo para surpreender alguém ou para desabafar para si mesmo, qualquer razão que seja. Se concentra, trabalha o seu melhor, ou tenta, quando é feito de paixão, se da uma importância íntima onde o simples é absurdamente complexo... subjetivamente é como um ato sexual. Sei que nunca deixarei de escrever, não pela vontade ou prazer, mas por simples necessidade. Tal necessidade que não sei explicar, ao menos enquanto sóbrio. Imagino que a realidade de um artista, escritor ou amante de qualquer obra é um incognoscível caos materialista, existencialista, racionalista, blá blá blá, que eleva a criatura ao paroxismo do ser e ao limbo da morte. A arte, em qualquer forma, é singela e expressionista. Possui um poder quântico infinito, desde que compatível ao seu espectador ou realizador.

Toda essa lenga lenga é para dizer que pretendo abandonar a escrita publica virtual. Não que eu seja contra ela, sou totalmente à favor, mas no momento, fazer parte deste universo, ou blogosfera, não é a opção. O blog não será excluído, nem mesmo a página no facebook ou minhas contribuições em outros blogs e projetos. Apenas preciso escrever um pouco para mim, quando vier a necessidade, uma escrita aos ares, ou simplesmente deixado numa orelha de caderno em que um dia esquecido será lido e terá seu valor (ou não, rs). Quando me for conveniente e oportuno, reutilizarei o espaço do blog para outros projetos ou artes, que seja. Algo que não faço ideia ainda do que, mas não importa, sei que algo será feito.

Enfim, esta é minha "deixa literária virtual", pelo menos por enquanto. Agradeço à todos que acompanharam meus delírios, e espero que futuramente possam continuar prestigiando, criticando e participando do meu trabalho.

Saudações.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Preguiça

dos meus problemas...
E dos outros, principalmente.

Não é o uso da expressão "Foda-se", mas a simples vontade e busca do "viver".

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Amo-te tanto.

     Seus olhos me desprezam. Este doce mel é meu leste, meu sol negro nascente. Seus lábios, vermelhos como o arrebol do oeste, sugam de minha própria boca a minha alma. O norte me manipula, obrigando o sul invocando à luxúria. Suas pernas me abraçam e os braços me revolvem em carícias sádicas. E geme. Amo-te tanto, que seus olhos me desprezam como se eu fosse um verme. Talvez eu mereça morrer neste momento.
     Sonhava com esta terra de corvos, e o ontem, quando você partiu, era sempre como o amanhã.
     Amo-te tanto que o passado conjuga o presente e o futuro remete ao passado como se eu mergulhasse numa compressão do tempo quando me envolveu e esqueceu a flecha em meu peito. Amo-te tanto, que me sacrifico.
Amo-te, sem promessas.
                                                                                            Ravens Land - Voltaire

domingo, 16 de setembro de 2012

Para qual pergunta?

 [tirem as próprias conclusões]

Desde que eu te busque com um sorriso que conjugue
os verbos que compõem o brilho do sorriso e da virtude
e dizia [...] eu te queria [...] eu te amava [...] eu sabia
eu me perguntava
Se a resposta eu sabia, você sabia, que o destino nos seguia
e os versos que consomem o brilho da alegria que dizia:
eu te queria, e me queria, e nos amando
nós diriamos

que a resposta era não.