terça-feira, 26 de abril de 2011

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Gritar tanto em silêncio para que?
Melhor manter o silêncio sem gritar.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

O Arlequim bailou com o Pierrot

Com uma música suave agiam como irmãos, que sempre foram. O sorriso estampado no rosto do Arlequim denunciava seu sarcasmo. Mas é um Arlequim, a verdade é como uma mentira e a fantasia estampava o seu sorriso. Um sorriso tão grande que poderia ser chamado de louco, o que talvez era. Seu sentimento por bailar aquela música tão suave, tão harmonica, e com uma letra tão curta e caótica provava para si mesmo, que seu irmão com a lágrima estampada era apenas uma de suas faces.

“Sonhe tão alto
Corra na chuva
Os lábios se tocam ao vento
À lua.
Luz que escurece,
Breu que ilumina
O sangue de um Arlequim
------------------------”

Poderia estar o Arlequim sentado com sua bico-de-pena e pensando no ultimo verso de sua música, deixou uma incógnita. Mas o Pierrot deixava a sonata fluir, não cantava mais, chorava, sempre chorava.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

As cores da montanha

Apenas vejo tons do marrom ao vermelho
como o sangue já podre que abraça a cidade.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Fado

Por mais que eu diga que o passado é apenas o passado, que o presente apenas é ignorado e toma parte do passado, mas que vivemos com a mente no futuro enquanto estamos num presente relativo... Bom, posso dizer também que creio que algumas memórias são chaves para o destino.
Chaves para o destino, que otimismo pensar sobre isso. Algumas memórias simplesmente fazem parte de nós por razões inconscientes. Parte de um passado tão distante, quase incompreensível por tantas fantasias da mente de uma criança. A vida segue por anos e anos, o futuro retoma o passado muitas vezes, vai e volta, vai e volta, repetidamente, pra lá e pra cá, memórias... Não apenas memórias. Reminiscências.

Falamos a verdade com convicção. Parte da verdade. Naquele momento, a verdade necessária. Gritamos a verdade o tempo todo, aquela sobre qual a parte da verdade fala sobre, gritamos sem voz. Talvez eu fale de amor. Eu tenho todas as dúvidas do mundo. Volto naquela questão da necessidade, vontade e prioridade. Traçando minhas linhas com cautela, mas sempre cego. Afinal, do futuro, o que enxergar? Desejos, temos em demasia. Fico pensando se é egoista, busco o melhor, mas pode não ser pra mim. É um erro? Talvez. É tudo tão vazio que posso escrever inúmeras linhas e eu ia ficar procurando o sentido o resto da minha vida.

Eu queria escrever sobre "lírios de sangue, areia e fadas", não sobre, mas envolver tudo isso. Estou improdutivo. Digo, não adianta produzir demais e não chegar a uma conclusão. Até lá, caminho e escrevo coisas vazias pra vocês (e eu, principalmente) tentar encontrar uma conclusão sensata. Seja o que for.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Aperto de mão

E chegou um mendigo cumprimentando
falando de honestidade
  - é necessário para sobreviver
minha resposta foi sobre a sinceridade
minha mão, apertava pela segunda vez.
Cheirava mal, sorriso banguela
tinha um olhar vilipendioso
mais uma vez
                  ...honestidade.
Repeti minha primeira resposta
mais uma vez minha mão apertada.
Me levantei, me olhou triste
"Me perdoe", foi seu único pedido.
Não há o que perdoar, respondi sorrindo
   - procuro falar de honestidade para todos.
Sorri e pensei em fé, perguntei se a tinha
Fé em que? Até eu pensava
Respondeu ele: Em Deus.
E o onibus chegou, ele apenas disse: "Obrigado"
                                        e apertou minha mão.
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Não tenho muitas conclusões pra tirar sobre isso. Tenho um certo preconceito, admito, talvez pelo fato de ter sido assaltado tantas vezes, eu tenho um certo medo. Desta vez não senti, foi natural, não assustei, não me surpreendi, mas eu tenho valorizado demais sobre "verdade, honestidade e sinceridade", ainda mais neste blog, são acontecimentos "bizarros" que fazem a gente pensar. Ainda não concluí nada sobre o acontecimento, mas já aconteceram tantas coisas que pra mim, coincidências e "fatos aleatórios" não existem.

domingo, 3 de abril de 2011

Coloque a máscara e se olhe no espelho

Falo o que penso e incomodo. Minha boca não se fecha quando deve, exponho meus sentimentos, minhas emoções, sou completamente transparente. Completamente não. Escondo todos os segredos do mundo. As vezes o Arlequim coloca a máscara do Pierrot. As vezes o Pierrot tira a máscara do Arlequim. "Quem se importa?" - Pensa ele. Sou carente e me sinto auto-suficiente. Não me chame de bipolar, eu não sei o que é isso e provavelmente nem você. Tenho sonhos demais, pensamentos demais e sou impulsivo demais. Eu não era, mas enfim. Acho que repito as coisas demais, mas eu odeio repetição. Não tenho opinião formada e acho imaturo alguém falar que tem, esquece que não viveu nem metade da vida, um defunto pode falar que tem opinião formada. Caramba, eu gosto de falar coisas aleatórias.
No final sou emotivo, prepotente e arrogante.

Eu não escrevo aqui pra você ver o óbvio, eu escrevo pra você ver motivos. Escrevo aqui, pois preciso de um espelho, e todo mundo coloca suas máscaras e não sabem nem quem são.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Monólogo

Bobo_ Eu sei! Sei que do pó nasci e ao pó irei! (observa o público e começa rir histéricamente) Você! Diz que sou louco. Sou louco sim, por que? Sabem o que eu sou? O último dos mendigos, o primeiro astronauta a colocar o pé em Vênus. E aquela profissãozinha de merda. Fazer reis rirem? Eu que ria de todo aquele circo. Vocês tão rindo da minha roupa né? Ah! Eu sou o circo!? Oh! Que belas flores tinham naquele jardim do império. Álvida era uma princesa naquele campo. Mas eu era apenas um bobo. E bobo ainda sou, mas vocês continuam me chamando de louco. (sai de cena, cortinas se fecham)
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Sabem como encontrar sentido naquilo que parece caótico? Não é caótico apenas porque você não vê o sentido? Por que continuamos procurando sentido em sonhos?  A vida parece as vezes não fazer sentido, mas não é caótica? De fato o personagem é um louco. Ou todos os sentimentos e o passado em sua mente o fazem assim. Interpretem como desejarem. As vezes basta um espelho.