sexta-feira, 22 de abril de 2011

O Arlequim bailou com o Pierrot

Com uma música suave agiam como irmãos, que sempre foram. O sorriso estampado no rosto do Arlequim denunciava seu sarcasmo. Mas é um Arlequim, a verdade é como uma mentira e a fantasia estampava o seu sorriso. Um sorriso tão grande que poderia ser chamado de louco, o que talvez era. Seu sentimento por bailar aquela música tão suave, tão harmonica, e com uma letra tão curta e caótica provava para si mesmo, que seu irmão com a lágrima estampada era apenas uma de suas faces.

“Sonhe tão alto
Corra na chuva
Os lábios se tocam ao vento
À lua.
Luz que escurece,
Breu que ilumina
O sangue de um Arlequim
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Poderia estar o Arlequim sentado com sua bico-de-pena e pensando no ultimo verso de sua música, deixou uma incógnita. Mas o Pierrot deixava a sonata fluir, não cantava mais, chorava, sempre chorava.

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