segunda-feira, 23 de maio de 2011

A cobra e o matadouro

Às vezes o mundo gira para nós
fugimos do temor
e tememos mais ainda
Quando o mundo grita para nós
o silêncio nos excita
e a peçonha...
ah, o veneno brilha.
A lâmina, tão bem afiada
corta tua língua, e meio às desgraças
macio e trágico, e tão doce...
O sangue se espalha, espirra
O corpo se retrai, relaxa
O alívio de um gozo de morte, a cobra e o matadouro
rasgue esses papéis, isso não presta.
e a cobra riu.

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