segunda-feira, 4 de julho de 2011

Monólogo de um vampiro humanizado

Personagem__Saibam que eu não sou um Arlequim muito menos um Pierrot apaixonado e frustrado. Eis aqui uma sombra de ideias sem memórias, frustrações sem causas e paixões sem prosa. Prosa, dos versos quebrados e mal-rimados de uma conclusão embaraçosa e poesia obrigatória. Então há poesia de morte e vida. Sombra de desejos sem causa. Uma criança que não tem medo do monstro do pântano, mas é sua amiga por ser ingênuo o bastante para não conhecer o medo, e acaba morta pela mordida de um lobo. Como percebem, a história foge da realidade e do sentido registrado. Não existem fadas neste conto, magia nesses sonhos. Mas posso gritar que existe medo do passado sem lembrança, suor em derrama e vícios quase humanos. E como pensar num vampiro que envelhece? Cadê o meu retrato mágico!? Dorian, seu vampiro de merda!

(Personagem termina de beber o o sangue do cálice, faz uma careta, joga o cálice no chão e sai de cena)

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