sexta-feira, 19 de agosto de 2011

o que você lê

Eu pensei em escrever uma crônica, mas já penso em tanta fantasia que iria acabar me perdendo em minha própria mente. Eu pensei em escrever sobre o futuro, mas o destino é tão incerto que estaria fantasiando meus sonhos em uma esperança inconsequente. Então pensei em relatar uma reminiscência, mas seria vago, afinal...
Poderia até mesmo contar um caso, mas boas lembranças já são passado, e o passado parece fantasia. Poderia narrar então um acontecimento desgraçado, mas quem deseja isso?

Contaria a minha fé, mas é inconsciente, soaria falso. Até versificaria um poema, mas eu não sei sobre o quê.

Penso no que faço e no que vou fazer.

Então eu decidi escrever o nada.

O Arlequim sussurra:
                                Bem-vindos.

3 comentários:

  1. Escrever sobre o nada é como escrever sobre o tudo, é no nada que o tudo se mostra presente. Tua escrita me encanta.

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  2. Bem-vinda de volta, Gabi!

    Acho que é realmente onde me espelho, sempre escrevo tudo a partir do nada. Obrigado!

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