quarta-feira, 16 de novembro de 2011

como um devenir

Mais surpreendente do que o próprio tempo é o modo o qual reagimos com ele. A partir do momento que você adota uma rotina (por mais forçada que seja, para estudos ou trabalho) você é escravo do tempo naquele período. É fácil se acostumar à esta rotina, gostando ou não da atividade prestada (ao tempo). E então você vive, preso naquilo, como um compromisso, uma aliança. Sua vida segue. Após alguns meses, ou anos, você a quebra repentinamente. Por escolha, deixa uma semana para total descanso, criamos o ócio, e somos capazes de envelhecer meses em apenas dois dias. Um mês pra cada dia, no mínimo. O futuro próximo parece incabível. Quase utópico. Ansiedade e expectativa, o cortisol sobe a um nível tão extremo que praticamente não temos controle da ação.

Dê tempo ao tempo e o tempo o temporizará.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Odeio a situação desprivilegiada, a distância. Falta. Eloquência usurpadora. É desprivilegiado quando sabe que está fraco. Fraco, pois se sente assim, sem necessidade. Posso odiar também a falta de motivos. Não. Motivos todos podem ter e guardar como segredo de si mesmo.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Morte

Tu que partes o coração pela alma
o sentimento que te quebras pela droga
da companhia enfeitada da ilusão
comparada aos traços de sua agonia

não mereces nada mais que a vida.