sábado, 31 de dezembro de 2011

sábado, 24 de dezembro de 2011

O prisioneiro

As algemas não se calavam perante às lágrimas do criminoso.
- Calem-se, desgraçadas! - berrava o homem; as algemas continuavam tagarelando.
As correntes riam.
O homem chora.
O homem grita.
O homem contorce.
Cela, solidão.
-Traídoras!

Há. Há. Há. [...] Há.
Pega. Palma. Pomo. Para.
Cava. Cova. Como. Cala.
Sorri. Chora. Chuta. Geme.
Goza. Cava. Cova. Treme.
Morre.

sábado, 17 de dezembro de 2011

Ao ar livre

O poeta escrevia
aos pássaros, cada poema que escrevinha
era escrito com sua vitalidade.

O poeta escrevia
às árvores já caídas, com dor, sentia
que ali esvaía a vida.

O poeta escrevia
às pessoas que alí passavam, indiferentes
ao poeta, que consideravam ser (apenas) um velho mendigo.

O velho escreveu
que ele era pássaro, árvore, mendigo
que não precisava de um teto, pois ele era vida.

E poeta.

Sem teto

escrevia o poeta ao ar livre.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Alguém.

Eu
Você
e ninguém.
Basta eu
sem você
nem ninguém.
Você,
nem comigo,
com ninguém.
Eu.
Com você
e mais ninguém.

Paixão

Só bastaria seus lábios, selando aos meus tudo aquilo que sentimos.

Solidão

O calor de seus abraços
o simples e singelo detalhe
do sentimento em seu beijo doce,
tua pele colada à minha
suor e sussurros

sonhos não deviam ser feitos para dois.

Implante

Os pequenos nuances das curvas de seu corpo,
a maciez de sua pele
e o calor de seu toque
só fazem meu corpo sentir


nojo.