sábado, 17 de dezembro de 2011

Ao ar livre

O poeta escrevia
aos pássaros, cada poema que escrevinha
era escrito com sua vitalidade.

O poeta escrevia
às árvores já caídas, com dor, sentia
que ali esvaía a vida.

O poeta escrevia
às pessoas que alí passavam, indiferentes
ao poeta, que consideravam ser (apenas) um velho mendigo.

O velho escreveu
que ele era pássaro, árvore, mendigo
que não precisava de um teto, pois ele era vida.

E poeta.

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