sábado, 24 de dezembro de 2011

O prisioneiro

As algemas não se calavam perante às lágrimas do criminoso.
- Calem-se, desgraçadas! - berrava o homem; as algemas continuavam tagarelando.
As correntes riam.
O homem chora.
O homem grita.
O homem contorce.
Cela, solidão.
-Traídoras!

Há. Há. Há. [...] Há.

2 comentários:

  1. Gostei desse texto.
    Embora eu ache que essa ideia poderia ser melhor explorada em um conto.

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  2. Obrigado Mirtes!
    Na realidade eu havia escrito um conto, sim. Porém eu não consegui expressar da forma que queria, então versifiquei e acho que cheguei no ponto que desejava. Entretanto, essa obra "O prisioneiro" não acabou ainda, pretendo melhorar o conto e postar, quem sabe ir além.

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