domingo, 18 de março de 2012

carta...


 algum dia, em algum lugar, em algum pedaço de papel
Para alguém.
De alguém.

"Pensando em você e em anáforas eu escrevi esta carta (primeiramente) em minha mente. Talvez deva ignorar os devaneios de meu banho, mas é um bom momento para se concentrar, melhor que o travesseiro, pois não há chances de dormir no meio do processo, acredito. Continue lendo se estiver de bom humor ou se crê que posso modificar-lo para melhor...

Acredito que o passado nos dê motivos para ações no presente. Acredito que um beijo pode selar um sentimento, assim como acredito que não pode significar nada se dado apenas pelo prazer. Acredito que o destino pode ser feito para nós, que Shakespeare me cansa ao falar que o destino está escrito em nós, mas me convence ao dizer que não está nas estrelas. Acredito que crio paradoxos que me fazem caminhar em zig-zag, por acreditar que devo saber de tudo quando não sei de nada. Acredito que a paixão é o sentimento mais hipócrita criado pelo homem, mas que ainda sim, existe. Acredito que uma amizade até marcada por caricias íntimas e uma distância sofrível seja a única coisa real que senti em tão pouco tempo. Eu acredito também que a distância sofrível (quanto às minhas vontades) seja um laço que nos prende e nos força caminhar em frente e pensar no outro sem razões para estagnar. Acredito que tudo pode mudar para melhor, não por esperança, mas pelo que vejo e vivo. E acredito não estar iludido, pois eu sei. E eu sei que acredito em muitas coisas. Talvez seja só esperança...
Acredito que penso obras quase dignas do romantismo americano, quase francês, de Fitzgerald e da literatura suícida digna de um nobel de Hemingway ao imaginar o futuro e o presente (na realidade acho que todos somos gênios literários que não conseguem se expressar no papel). E enquanto eu acredito em tanta coisa, tento imaginar o que eu realmente sei entre tudo que acredito.

Talvez eu saiba que o trabalho é cansativo e o ritmo de estudos é massante. Que a vida de adolescente é mais dificil do que parece, ou talvez do que devia, mas que no final das contas nos sacrificamos por tantas coisas que não importam ou o sacrifício não era necessário. Eu sei o que quero escrevendo esta carta: que não a dobre e coloque em seu diário, mas que fique exposta sempre que precisar acreditar em algo (mas talvez este lugar seja seu diario...ops). Acredito que no fundo você acredita em muito do que acredito, e uma coisa eu te falo, to cansando dessa palavra, mas é porque eu odeio repetição. Mas que tudo que passamos é ainda necessário (mesmo que eu acredite em outros caminhos e tenha criado um paradoxo). Não posso mais discutir com o destino.

Peço para acreditar em nossa promessa. Aquela que nunca dissemos um para o outro, mas que sempre desejamos, cada um de sua maneira, pois você é importante pra mim, e me sinto importante para você.

P.s.:
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