domingo, 6 de maio de 2012

Dança de espectros

Num claustro, escuro
 o único fio rubro era o pouco de luz armazenada no fundo de meus olhos.
Eu fechava os olhos e podia ver.
O traço rubro, uma vermelhidão intensa se contorcia e desaparecia
pressionava os olhos e a linha reaparecia retorcida e duplicada.
Aqueles dois espectros dançavam sem forma e graciosidade, mas variavam do vermelho
amarelo
 até um branco impotente.
Após aquele baile, quando os dois espectros se tornaram uma só mancha,
 o branco se dissipou com clareza.
Abri os olhos
não havia mais luz
não haviam mais rastros
o baile acabou
e tudo era a forma
de um único vazio
os corpos chocados
um todo
.
.
.
onde criei amor.
Anteriormente postado por mim em Reminiscência

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