quinta-feira, 28 de junho de 2012

O vazio paradoxal

Determinado momento aconteceu neste blog faz muito, muito tempo. Eu sair do personagem [Arlequim], sem máscara alguma, e redigir alguma coisa sobre o que passa no vazio paradoxal de minha mente. Então, bem... vamos sair do baile e dançar mais um pouco.
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Eu costumava refletir sobre tudo. Era um tanto quanto antenado, antes de dormir ou durante o banho me ocupava de grande tempo apenas pensando, mergulhando em meus sofismas e procurando conclusões, não importava sobre o quê. Com o tempo, com um processo quase natural, talvez forçado por qualquer tipo de obrigação que me toma grande parte do tempo (ou simplesmente viver), deixei de importar e me distrai. "Importar" não é bem a palavra correta, mas reflete a um poema que escrevi há muito tempo para um antigo blog, Burrice bem polida. Em resumo, o poema, lúdico, descrevia as preocupações de um garoto naturalmente ansioso sobre tudo ao seu redor, mas que, repentinamente, começou preocupar-se por estar com a mente limpa, sem as preocupações rotineiras. É onde eu erro no uso da palavra "importar" anteriormente, já que continuo me importando com tudo, até de forma mais comprometida que antes. Mas acredito que consegui demonstrar a ideia. Naquele poema, eu terminei com uma conclusão fora dos versos: "Soube, então, que o vazio era liberdade e sempre deixamos tudo preencher o vazio, mas nós, nunca o fazemos."

O vazio [da mente] é o espaço para a liberdade.

Mas nós nunca o preenchemos, nos ocupando de qualquer futilidade.
A mensagem ao titulo recebe reciprocidade. O vazio paradoxal que nos alvejou alguma vez em nossa vida é um espaço de grande fraqueza do ser para o aproveitamento, amadurecimento e progresso. Eu digo fraqueza, pois também é o momento em que muitos (inclusive eu) se encontram sem uma base, ou luz. Muitos nem se encontram. O vazio [da mente], o vazio paradoxal, é o espaço para a liberdade. No final das contas 'todo dia é um dia comum, até o momento em que não é mais', ou esperamos o destino, ou corremos atrás da liberdade.

terça-feira, 19 de junho de 2012

Majestade...

- Sou mais santo que tu, Majestade - falou icônico.
O bobo levou um tapa.
- Sabes o que digo, Majestade.
O bobo levou outro tapa.

Bobo, Rei ou Majestade, todos controladores de si e sem controle de nada.

domingo, 17 de junho de 2012

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Versificar

O tempo que gasta
construindo tudo
no meio de um nada
é a poesia criada.

Confunde-se o tudo
ao nada se comparado
com o gasto dos versos
sobre a vida passada.

Diz-se hipócrita pelo próprio
mas não percebe que,

o tempo gasto em poesias são verdadeiras lembranças de uma outra vida.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Pressa

Estou sentado esperando o tempo
Pois pressa eu tenho e me contento
com a pressa que contenho.
Conto com a leveza da paciência que me perturba
Calma frieza de lentas corridas;
Pressa que tenho, eu
pela vida tão leve, calma e rubra.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Maria e o mar

Recanto e encanto
de Maria, surtada, em prantos
dançava e devaneava
amando o amargo
de sua inconstância.

O mar que a acalma, delira
em tal noite de delongas
encarando suas ondas

ondas do Mar
ondas de Maria

Tornava do delírio
sua fonte-vita.

domingo, 3 de junho de 2012

Que tal brilho me atente

Intensos brilhos que cegam nossos olhos
olhos ao brilho que mostram nosso ódio
brilhos intensos que cegam nosso ódio
ódio que cessa ao brilho de seus olhos.

Amor que grita em brilhos resplandecentes
de olhos claros, lacrimados, que cegam
                                           [minha mente]
e abre, meu peito, sem que eu nada pense
em enterrar o ódio antes que me queime.

Que tal brilho me atente.

Que me atente ao amor, atenção sem dor
de ter, e dar e ser tudo aquilo que,
simples, faça brilhar...
seus olhos.

Poesia

Faça jus
[e houve luz]
à poesia
que em suma
ilumina a vida.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Estranhos sonhos de Marilyn

Era como os sonhos de Marilyn
                             [por Marilyn]
o sorriso real, estampado
                             [tão claro]
mentiroso, safado
                             [tal sorriso]
comprometia
                             [Marilyn]
em seus sonhos corrompidos.