domingo, 3 de junho de 2012

Que tal brilho me atente

Intensos brilhos que cegam nossos olhos
olhos ao brilho que mostram nosso ódio
brilhos intensos que cegam nosso ódio
ódio que cessa ao brilho de seus olhos.

Amor que grita em brilhos resplandecentes
de olhos claros, lacrimados, que cegam
                                           [minha mente]
e abre, meu peito, sem que eu nada pense
em enterrar o ódio antes que me queime.

Que tal brilho me atente.

Que me atente ao amor, atenção sem dor
de ter, e dar e ser tudo aquilo que,
simples, faça brilhar...
seus olhos.

2 comentários:

  1. Brilhos ruins e brilhos bons, ambos nos cegam, mas é necessário deixar de ver algumas coisas de vez em quando... isso te atenta os outros sentidos e faz, assim, todo brilho bem-vindo.

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    1. Desde que o brilho, mesmo que o deixe cego, te mostre algum caminho....... não o caso do poema, mas muitas vezes tal brilho pode ser simplesmente o destino.

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