domingo, 19 de agosto de 2012

Meu luto é o sacrifício de toda vitalidade, agradando as paredes e esperando respostas.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Triste menino sol

Vilipendiado na dor complacente
À espera de tudo,
o ar remanescente.
Coitado...
um vilipendiado benevolente.

Ele buscava pelo martírio,
sanado na dor
sorria.
Sorria para o dia quando amanhecia.
Dele, o dia sorria.

Homem coitado.
Olhe para ele...
pobre, vil, miserável.
Nem a lua o desejaria,
quem sabe o sol?

Não desejo a lua
talvez o sol.
A dor é mútua no arrebol.

Ali ele também nasce.
Mas também morre.
Venha, menino sol!
Talvez a terra te acolhe.
Anteriormente postado em Burrice bem polida

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Incognoscível tear do ser

Uma vez me disseram que o destino é inexorável. Que mitologicamente, a razão do viver de todas as espécies é um grande tecido fiado por três Marias, e que a sina - ou fio - de cada criatura se cruza, se rompe, se une umas às outras, dando história ao nosso curto período de tempo que passamos com ciência de que somos algo. De forma alguma não escolhemos nossa natureza, tampouco a nossa identidade. Como sábios, sabemos o que somos e até o que fazemos, como animais... agimos por impulsos nervosos, instinto - muito corrompido pela concessão da sanidade; e ainda não temos ciência de nossa consciência. Visualizar um ato, ou até mesmo o destino (ou sentido) de qualquer coisa não é ter controle. De fato, não posso discordar de que o destino é inexorável, caso eu visualize a morte. Também não posso discordar, caso eu visualize inúmeros eventos totalmente fora de nosso controle e/ou sabedoria. Entretanto, o fado não é imutável. Há pouco, uma senhora disse-me singelas palavras: "Sempre corra atrás de seus sonhos, não importa o quão difícil seja, você é um humano, e não uma peça em um tabuleiro esperando o turno em que um jogador qualquer vai te tirar do lugar."

E eu não preciso falar mais nada.

domingo, 5 de agosto de 2012

Sentido

Senti-me preso, acorrentado no calabouço do limbo do sentido da vida. A escolha era súbita e paradoxal. Entretanto... era bom. Vivemos grande parte do tempo como guerreiros nus em uma guerra injusta. Já não olhamos mais para o céu como um limite superior a nós, não olhamos mais ao chão como base para nossos pés; nosso sentimento autoritário nos tornou auto-suficientes perante nossa própria imagem, mas ainda dependemos de nossa mãe. E se a terra em que pisa não é o leito próprio para sua maternidade e natureza, será para sua morte. Caro espectador, enquanto não compreende o sentido da vida, você mata quem te criou. Enquanto não se acorrenta no calabouço do limbo do sentido da vida, não há liberdade. Alguns o chamam de amor, outros o chamam de deus, o sentido não importa, mas o seu assassinato é sem causa, seu suicídio... paradoxal.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Imortal

Imortal é o ser
que transcende,
seja na vida
e pela morte
a essência
da aura que o toma
e o torna vivo
em cada sentido
e fazem de si
e para todos...
Imortal.