domingo, 5 de agosto de 2012

Sentido

Senti-me preso, acorrentado no calabouço do limbo do sentido da vida. A escolha era súbita e paradoxal. Entretanto... era bom. Vivemos grande parte do tempo como guerreiros nus em uma guerra injusta. Já não olhamos mais para o céu como um limite superior a nós, não olhamos mais ao chão como base para nossos pés; nosso sentimento autoritário nos tornou auto-suficientes perante nossa própria imagem, mas ainda dependemos de nossa mãe. E se a terra em que pisa não é o leito próprio para sua maternidade e natureza, será para sua morte. Caro espectador, enquanto não compreende o sentido da vida, você mata quem te criou. Enquanto não se acorrenta no calabouço do limbo do sentido da vida, não há liberdade. Alguns o chamam de amor, outros o chamam de deus, o sentido não importa, mas o seu assassinato é sem causa, seu suicídio... paradoxal.

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