segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Triste menino sol

Vilipendiado na dor complacente
À espera de tudo,
o ar remanescente.
Coitado...
um vilipendiado benevolente.

Ele buscava pelo martírio,
sanado na dor
sorria.
Sorria para o dia quando amanhecia.
Dele, o dia sorria.

Homem coitado.
Olhe para ele...
pobre, vil, miserável.
Nem a lua o desejaria,
quem sabe o sol?

Não desejo a lua
talvez o sol.
A dor é mútua no arrebol.

Ali ele também nasce.
Mas também morre.
Venha, menino sol!
Talvez a terra te acolhe.
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